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Mostrando postagens com o rótulo futebol

Copa de 2014: sem exageros ou vexame

Atrasou o ônibus? Pode ter certeza: alguém no ponto vai comentar algo como "e ainda queremos organizar a Copa?". Metrô parou? Faça uma contagem regressiva: em menos de dez segundos haverá um cidadão para dizer que "desse jeito vamos passar vergonha na Copa". Estou longe de apoiar efusivamente a organização do Mundial por aqui, ainda mais com a série de exigências da Fifa, mas esse papo de utilizar o evento como pretexto para reclamar de tudo o que há de errado no Brasil tem me deixado puto. Para minha satisfação, leio na coluna de Tostão, hoje, na "Folha", um ponto de vista que  considero ideal, com comparações realistas, expectativas possíveis e críticas na medida correta (como no caso do incentivo público à construção de estádios privados). Segue abaixo o texto: A Copa da Fifa As perguntas que mais escuto são se o Brasil vai ganhar e se vai organizar uma ótima Copa do Mundo. Imagino que os estádios estarão prontos, que serão confortáveis, bonito...

O ano em que passei a entender a grandeza santista

Quando moleque, lá pela transição entre os anos 80 e 90, não entendia por que motivos o Santos Futebol Clube era tão aclamado. É óbvio que desde sempre havia as imagens de Pelé, os vídeos com as conquistas da Libertadores e do Mundial nos anos 60, mas aquilo parecia um tanto quanto virtual, sem conexão com a realidade. Em meu círculo de amigos, havia somente um ou dois santistas, sempre discretos. Fanáticos mesmo apenas alguns senhores, como o Constantino, dono de um bar na rua e avô do Chulé, grande companhia daqueles tempos. Ao mesmo tempo, para muitos torcedores, o Peixe já tinha se tornado uma espécie de Portuguesa ou Juventus, times que sempre geravam simpatia entre os que gostavam de futebol. De certa forma, não era apenas a grandeza do Santos que me parecia incompreensível. Algo parecido acontecia com a seleção brasileira. Novamente vinham Pelé e outros craques, muitas vezes em imagens em preto-e-branco, em uma velocidade que atraía e ao mesmo tempo gerava um monte de interrogaç...

O novo Morumbi

Cobertura, novo museu para o maior vencedor de títulos do país, arena multiuso, hotel, centro de convenções, além da boa estrutura que já existe (bar, loja, academia, livraria, restaurante, buffet infantil). Parece que vai ficar bom... e sem as maracutaias de sempre!

Juvenal, Andrés e o Mobral

"O problema do Andrés é o Mobral inconcluso" - Juvenal Juvêncio. Andrés Sanchez tem uns 342 motivos para ser criticado, mas ao dar essa declaração o presidente do São Paulo pisou feio, mas muito feio na bola. Sem exagero, foi a frase do mundo do futebol que mais me deixou envergonhado nos últimos tempos, daquelas que dão vergonha de reconhecer que foram ditas pela máxima autoridade do clube que a gente gosta. Em tempo: Mobral, ou Movimento Brasileiro de Alfabetização, foi uma iniciativa do governo, no final da década de 1960, com o propósito de extinguir o analfabetismo no país. Segundo o IBGE, ainda há mais de 9% de brasileiros que não sabem ler e escrever. Juvenal se comportou como o típico membro da elite brasileira, ao adotar uma postura de sujeito superior àquele que não pôde estudar devido ao domínio das normas cultas da língua portuguesa. Comentário babaca! Absolutamente lamentável! Ao mirar no presidente do Corinthians, o dirigente são-paulino acerta, na verdade, os m...

PES x FIFA – ou uma briga que parece a de petistas x tucanos

O papo agora é sobre videogame. Mais especificamente, sobre jogos de futebol para videogame. Você que curte também, já reparou na picuinha que existe por aí entre adeptos do Pro Evolution Soccer (PES) e da série FIFA? Em alguns casos, os defensores de cada franquia parecem petistas e tucanos em época de eleição: sobra intransigência para todos os lados, especialmente nos botecos virtuais em que se transformaram os fóruns de algumas páginas da internet. Aviso logo: sou da turma do PES e não abro. No ano passado até me arrisquei no FIFA 11, mas a experiência só serviu para mostrar o quanto me adapto mais ao jogo que no Brasil por muito tempo era chamado como Winning Eleven – nome que era dado por sua fabricante no Japão e que só depois de algum tempo foi deixado de lado pelos brasileiros. As trocas de farpas entre os “fifistas” e “pesistas” estão a todo vapor desde a semana passada, quando vários sites noticiaram a data exata do lançamento da versão 2012 de ambos (27 de setembro). É óbvi...

A bela goela do Amigão

Deve ter pelo menos uma meia dúzia de motivos pra eu gostar de futebol. Um deles se chama José Silvério. Suas narrações de gols do Tricolor e da Seleção, pelo rádio, fizeram parte da minha infância, especialmente nos tempos em que grande parte dos jogos não era transmitida pela TV. Explicitada minha admiração pelo “Pai do gol”, há algum tempo uma questão vinha me afligindo: ninguém no rádio esportivo brasileiro conseguiu chegar perto de seu grito de gol. Há vozes mais bonitas (mas sem emoção), vozes com dicções de primeira (porém muito formais) e outras que são simplesmente horríveis. No entanto, para minha satisfação, de uns tempos pra cá já tenho meu segundo favorito: trata-se do grande Paulo Soares, o Amigão. Quem acompanha a ESPN Brasil já o conhece há tempos como apresentador televisivo, mas foi só com a chegada da Estadão/ESPN, nos 92,9 FM, é que fui conhecer seu talento como narrador no rádio. A primeira vez em que reparei na agilidade, na criatividade e na potência vocal do Am...

A geração "joão bobo" do futebol

Nas últimas semanas, diversos jogadores do futebol brasileiro deram a contribuição que faltava para ratificar a falta de personalidade da atual geração de boleiros. Já reparou quantos deles comemoraram gols ao estilo "joão bobo", a pedido da Globo? Que coisa patética! A Globo até rebatizou o simpático boneco, chamando-o agora de "João Sorrisão". Cada um faz o que quer da vida, mas que falta fazem caras de mais personalidade no futebol. E isso obviamente não se limita apenas às comemorações. Poucas coisas são mais chatas do que acompanhar as entrevistas de 90% dos boleiros. Orientada por seus assessores, a atual geração é incapaz de fugir das respostas óbvias, mesmo quando as perguntas não são tão toscas. Ronaldinho Gaúcho é o sujeito que personifica a retidão diante do microfone. Ao se aposentar, deveria até virar media training, tamanha sua capacidade de dar respostas protocolares, mesmo quando o mundo está caindo ao seu redor. Lucas, do São Paulo, e até mesmo o ...

Alguns parágrafos sobre Telê

Quando olho para meus amigos mais próximos e vejo sua relação com o futebol, encaixo-os em dois grupos: (1) os que escolheram o time pela influência paterna e (2) os que optaram por A ou B naquela fase entre a infância e a adolescência, quando torcer por um clube que não ganha nada e nem tem ídolos resulta em bullying futebolístico. Como moro em São Paulo, lembro que os amigos santistas e palmeirenses aguentavam sarros constantes no começo dos anos 90, mas seguiam firmes em nome da relação com seus pais, torcedores e testemunhas de Pelé, Coutinho, Ademir da Guia e Luis Pereira. Nesse vácuo, muitas famílias viram surgir adolescentes são-paulinos e corintianos que correram o risco de deserção paterna. Neto comandava o Timão, enquanto Telê Santana iniciava sua era no Tricolor do Morumbi. Falar dos títulos que o São Paulo ganhou durante os cerca de cinco anos de Telê à frente do clube é chover no molhado. Mais importante é o legado deixado por ele: a importância de um jogo bonito, honesto ...

A impotência do gênio

Tostão, em sua coluna deste domingo, fala praticamente tudo o que penso sobre Messi. Entre suas frases certeiras, diz que "só podemos definir a importância de um grande craque no final de sua carreira" e que o argentino, por sua personalidade serena, nunca "será um bom personagem para os biógrafos". O ex-craque só comete um erro em seu texto, ao dizer que Messi nunca fará um gol de mão. Um pequeno texto aqui em "Já reparou?", há quatro anos, relembra esse fato. Abaixo o texto: A impotência do gênio Quase no fim do jogo, no empate por 0 a 0 entre Argentina e Colômbia, torcedores começaram a gritar o nome de Maradona. Como a maioria não deve ter saudades do confuso técnico, deduzo que parte dos gritos era para cutucar Messi e dizer que ele nunca será um Maradona. As câmeras de televisão mostraram, em detalhes, Messi profundamente abatido, encobrindo o rosto com as mãos, impotente. Parecia querer chorar e pedir perdão aos torcedores. Se Lavezzi tivesse feito...

Soberano!

O filme estreia só dia 16 de setembro, mas já é possível ver o trailer. Todo são-paulino vivo tem que dar um jeito de assisti-lo. A fase atual é ruim, mas nossa história é superior à de qualquer adversário, seja em âmbito nacional ou internacional. Em alguns casos, é até covardia fazer certas comparações...

Maradona cheira cocaína, Dunga come merda

Reproduzo texto do camarada André Toso, publicado ontem no Sete Doses . Destaco o seguinte trecho: "Dizem que Maradona é louco, um cara que só arranja confusão e tal. Ele é imperfeito e não tem vergonha de mostrar. Dunga, com seu discurso falso e indigesto, não consegue enxergar suas próprias imperfeições, de tão focado em sue próprio umbigo, em sua vitória pessoal, em seu cala boca para os que o cornetam". Mas vale ler o texto todo... "Sempre simpatizei mais com drogados do que com guerreiros. Sei lá o motivo, mas prefiro o que é torto e fora do lugar. Nada que é comum me agrada. Prefiro me ligar a pessoas e causas que saem do politicamente correto. Se os guerreiros são celebrados como heróis, prefiro ficar ao lado dos drogados decadentes. É da minha natureza. Por isso, esse ano estou com a Argentina de Maradona e torço contra o Brasil de Dunga. Escrevo isso antes da estreia do Brasil e essa opinião não mudará de forma alguma. Se o time de Dunga golear todo...

A Copa de 2010 e a segunda libertação dos sul-africanos

A escolha da África do Sul como sede para a Copa do Mundo de 2010 remete a uma rápida observação a um passado já distante — mais especificamente à década de 1970. Corria o período entre os mundiais do México, em 1970, e o da Alemanha, em 1974, época em que o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), o brasileiro João Havelange, articulava sua candidatura à presidência da Fifa. Havelange seria eleito em 1974 e só deixaria o cargo em 1998, depois de organizar seis mundiais. O principal trunfo dessa vitória seria devidamente reconhecido ao longo de seu mandato: a valorização de países que até os anos 1970 eram relegados a meros coadjuvantes do futebol mundial, como aqueles reunidos em torno das federações da Oceania, da Ásia e, principalmente, da África. A primeira das retribuições de Havelange a essas nações periféricas se deu na Copa de 1982, na Espanha, quando o número de seleções participantes foi aumentado de 16 para 24 — permitindo, assim, que africanos, asiát...

Irresponsável, hipócrita, vendilhão

A cada semana ganho um novo argumento contrário a relgiosos e suas religiões, quaisquer sejam elas. A bola da vez é o imortal padre Marcelo Rossi, aquele que, quando todos imaginam estar recluso a seus deveres sacerdotais, reaparece erguendo as mãos ou, o que é pior, falando asneiras. São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians se uniram em torno de uma marca, o G4, com a finalidade de aproveitar, de maneira mais eficaz, o potencial de marketing dessas quatro marcas. A Kaiser é a primeira das empresas a dispor de alguma bufunfa, em troca de certa visibilidade já no Campeonato Paulista deste ano. Junto dessa turma toda, eis que aparece Marcelo Rossi, fazendo sei-lá-o-quê! Até aí, a besteira era só visual. Os quatro clubes, preocupados em agradar o patrocinador, defenderam a volta da venda de cerveja nos estádios de futebol. Em seguida, algum bendito repórter decidiu perguntar a opinião do padre sobre o tema. Aí veio a pérola: "As bebidas fermentadas são toleradas pela igreja. O prob...