7 de Julho de 2009

Reading

"Newsweek" de duas semanas atras. Alguns motivos pra ficar preocupado:

"Crummy job"
"He's a menace!"
"Read at your peril!"
"A lot of bragging lately"
"... is finally shifiting away"
"Finally to start to grapple with".

Speaking

Refeitorio do resort. Ricardo e eu falando em portugues. Meagan (canadense) esta por perto. Uma das mocas da recepcao avisa pelo radio que o hospede do quarto 308 precisa de 8 travesseiros.

Ricardo: "Meagan, quantos travesseiros voce precisa para dormir?"
Meagan: "Na realidade, nenhum. So preciso de um baseado pra dormir tranquila".

Silencio...

Ingenuo, pergunto: "Qual a relacao entre travesseiros e maconha"?
Meagan: "Ahhhhhh! Ele disse 'pillows'. Eu entendi 'pills'".

6 de Julho de 2009

Viados e veados

Pender Island tem camaradas como o da foto ao lado por todos os cantos. Apesar de inofensivos, vira-e-mexe eles nos dao uns sustos, por aparecerem do nada, sem fazer barulho, em lugares as vezes inusitados, como na janela do banheiro.

Na primeira semana na ilha, ouvi um papo de que, alem de refugio para aposentados, Pender tambem ja foi conhecida como porto seguro para gays, com direito a campanha na internet e coisa e tal.

Pender eh cortada por um tipo de estrada que liga as ilhas do Norte e do Sul. Nesta semana um deer (como os tais bichanos sao chamados em ingles) foi atropelado. Desde entao, os motoristas do hotel tem dirigido na ponta dos dedos com medo de novas vitimas. Sempre alguem lembra de como "Bambi" eh traumatizante...

Nessa mesma estrada rolam as famosas caronas em Pender, ja citadas neste blog. Ja perdi a conta de quantas vezes apelei pra gentileza dos "locals" pra ir ao mercado, jogar futebol ou visitar algum colega. Raras as ocasioes em que alguma senhora parou o carro. Senhores sozinhos de meia idade param sempre.

19 de Junho de 2009

Para manter a tradicao...

Muito obrigado, Chico. 65 anos!

10 de Junho de 2009

Quase...

Hoje tive certeza por algumas horas de que se faz boa cerveja no Canada. Ledo engano.

Ha uns dois meses, ainda em Vancouver, num papo sobre bebidas ao redor do mundo, o professor de gramatica disse que a melhor cerveja feita em territorio canadense se chamava Innis & Gunn. Salvei o nome em algum canto do meu cerebro, procurei numas tres lojas de bebida, mas nada... ja tinha ate esquecido da dita-cuja, ate me deparar com a bendita justamente aqui em Pender.


Paguei salgados 3,48 dolares pela long neck e deixei a garrafa gelando para o jantar. Logo no primeiro gole veio um sabor bom pra caramba, alem de um cheiro que lembrava um pouco whisky. "Vou contar pra todo mundo que no Canada tem, sim, boa cerveja!", pensei, ingenuo, lembrando de marcas como Alexander, Molson e outras que parecem ter mel ao inves de cevada.


Eis que, curioso, entro no site da tal Innis & Gunn pra descobrir em que parte do Canada esta sua fabrica. Geografia nao eh meu forte, mas Edimburgo fica na Escocia.

Talvez o professor de gramatica seja pior do que eu geografia...

4 de Junho de 2009

Vende-se salada

Essa eu vi ha dois dias em Pender, durante umas pedaladas ao redor da ilha. Na beira da estrada, o cartaz ao lado, falando sobre a venda de "fantasticas saladas". Tanto na ida quanto na volta nao vi ninguem vendendo as tais verduras. Curioso, parei a bike e fiquei procurando o possivel vendedor. E nada...

Com receio de ser vitima de alguma pegadinha, resolvi abrir a caixa termica da foto. 'A direita, tres saquinhos com alface e outras "saladas fantasticas" que nao soube identificar. Acima, grudada na parte interna da tampa, uma folha com as instrucoes: 5 dolares o saquinho, basta deixar o dinheiro na caixinha de madeira. 'A esquerda a tal caixinha, com ao menos uns 40 dolares dentro.

Em tempo: estava sem minha carteira e nao comprei a salada fantastica. Hoje, pela janela da van do hotel, vi que a caixa continuava la.

29 de Maio de 2009

Tres meses sem celular

Ha exatos tres meses Damasceno-Pai me deixava no aeroporto e, pouco antes do longo abraco que dei nele, deixei no carro meu telefone celular. Quando cheguei em Vancouver fiquei tentado a comprar algum aparelho baratinho para falar com os novos amigos no Canada, mas o tempo foi passando, passando... e nao comprei.

Foi uma das melhores escolhas que fiz em terras canadenses. Ao voltar para o Brasil pensarei 40 vezes antes de reabilitar minha linha. Conheco poucas pessoas que abrem mao de um aparelho, mesmo que velhinho - e sempre achei uma postura meio boba nao se valer de uma tecnologia tao bacana. Mas agora dou o braco a torcer a caras como meu ex-chefe. Eh realmente muito bom nao ser achado em horas inoportunas ou mesmo ter que ficar preocupado com o toque ou o vibracall no cinema, na sala de aula ou durante uma soneca.