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EUA de novo

E eis que apos exatos seis meses em terras canadenses, paro por uns tempos em Los Angeles. Uma semana antes, um giro de cinco dias pelas Montanhas Rochosas, lugar impressionante na divisa entre os estados de Alberta e Columbia Britanica. Pois bem. Ingles melhor, trocentas boas historias na bagagem, um troco no bolso e saudade de casa... 39 dias agora pela Costa Oeste estadunidense, tendo como porto seguro a casa do boa e velha amiga Purga, em LA. Ainda no Canada, a primeira impressao curiosa sobre visitar os EUA de novo: apos o check-in e uma passagem pelo free shop, eia que surge no aeroporto de Vancouver o cartaz de "Welcome to USA", com funcionarios norte-americanos e tudo mais. Na chegada em LA, nada de fiscalizacao ou enchecao de saco na imigracao. A segunda impressao: todo mundo minimamente informado sabe da importancia e da presenca macica dos latino-americanos na California. Apos duas noites em LA, contudo, ainda nao acredito o quao grande e poderoso eh essa particip...

Sabias aspas

Jose Saramago, sobre o Twitter: "140 caracteres refletem a tendencia para o monossilabo. Estamos caminhando para o grunhido". Santo Agostinho, sobre viajar: "O mundo é um livro e aquele que nao viaja so le a primeira pagina".

Juca Kfouri, futebol, Deus

Pausa nos textos sobre o Canada para reproduzir a coluna de hoje do Juca Kfouri na Folha. Deixem Jesus em paz MEU PAI, na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: "Você não tem cultura para se dizer ateu", sentenciou. Confesso que fiquei meio sem entender. Até que, nem faz muito tempo, pude ler "Em que Creem os que Não Creem", uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record. De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu. Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso. Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá. Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo. Até então, me bastava com o pensador...

Brazilian music? Portuguese? Yeah!

Passam-se as semanas em terras canadenses e vira-e-mexe aparece um papo interessante sobre musica. E quase sempre descamba pras coisas boas que o Brasil tem a oferecer. Incrivel como nomes tao diferentes como Tom Jobim, Mutantes, Skank, Gal Costa e Olodum sirvam de estopim pra deliciosas conversas. Inicialmente, minha impressao sobre o sucesso da musica brasileira em varios cantos do mundo se limitava 'a sonoridade de nossas cancoes - sejam refinadas melodias bossanovistas, sambas de Carmem Miranda ou batuques da Bahia. Depois de um tempo por aqui, comeco a desconfiar de outros motivos. Explico com um breve parentese. No hotel aqui em Pender trabalham alguns brasileiros. Todos homens, todos falam mais palavroes em portugues do que deveriam. Devido a essa convivencia, um monte de gringos vem repetindo expressoes como "do caralho!", "bicha louca", "de foder", "buceta!!" e por ai vai. Um desses caras, o Jordan (um canadenses de Ontario), tem se ...

Reading

"Newsweek" de duas semanas atras. Alguns motivos pra ficar preocupado: "Crummy job" "He's a menace!" "Read at your peril!" "A lot of bragging lately" "... is finally shifiting away" "Finally to start to grapple with".

Speaking

Refeitorio do resort. Ricardo e eu falando em portugues. Meagan (canadense) esta por perto. Uma das mocas da recepcao avisa pelo radio que o hospede do quarto 308 precisa de 8 travesseiros. Ricardo: "Meagan, quantos travesseiros voce precisa para dormir?" Meagan: "Na realidade, nenhum. So preciso de um baseado pra dormir tranquila". Silencio... Ingenuo, pergunto: "Qual a relacao entre travesseiros e maconha"? Meagan: "Ahhhhhh! Ele disse 'pillows'. Eu entendi 'pills'".