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Mostrando postagens com o rótulo televisão

Pelé, Roberto Carlos e Chico Anysio no mesmo palco

Sim, isso já aconteceu. O ano: 1972. A ocasião: o programa de maior destaque na TV brasileira naqueles idos: o de Flávio Cavalcanti. O relato desse momento inusitado está em um livro estranho: “Um instante, maestro!”, de Léa Penteado. “Estranho” porque não se trata de uma biografia pura e simplesmente ruim, mas sim de um texto elaborado por alguém que vê no antigo apresentador uma espécie de pai sem qualquer defeito; uma autora que, por ter sido tão próxima de seu personagem, se mostra incapaz de manter o distanciamento mínimo para escrever sobre um nome fundamental da história da TV no Brasil. Segundo a autora, que foi por mais de uma década secretária particular do apresentador, Pelé, Roberto Carlos e Chico Anysio eram as personalidades mais importantes do Brasil em 1972. Em maio daquele ano, numa espécie de sofá da Hebe, os três foram convidados a passar por uma situação inusitada, cujo registro em vídeo infelizmente se perdeu. Segundo a autora, no “encontro criativo” Pelé cantou,...

SBT chega aos 30 anos: memórias afetivas

Fui um indivíduo sem a TV Globo em casa durante grande parte da infância. Por pelo menos oito ou nove anos, as imagens da emissora só apareciam com uma qualidade terrível no velho televisor Sharp de 17 polegadas da minha sala, condição que levava o povo de casa a ver esportes na Bandeirantes, jornalísticos em qualquer canal e programas de entretenimento no SBT. Praticamente não vi “Caverna do Dragão”, “He-Man”, “Xou da Xuxa” e “Família Dinossauro”, programas que quem tem entre 25 e 35 anos costuma se lembrar com saudade. Não me lembro de quase nada do ”Fantástico”; dos “Trapalhões” eu me recordo somente pelos domingos passados nas casas de amigos ou parentes. O “boa noite” do Cid Moreira não me traz qualquer nostalgia, assim como certas vinhetas que até hoje são utilizadas pela Globo. Em virtude disso, minha formação televisa foi composta por extremos durante a infância e a pré-adolescência. Por um lado, “Programa livre”, “Rá-tim-bum”, “Bambalalão”, “Anos incríveis”, “Mundo de Be...

Caetano foi ao Jô

Minha irmã deu um toque (ela acompanhou a gravação) e só na manhã seguinte fui conferir: Caetano Veloso foi ao Programa do Jô nesta terça-feira (2). Pelo que vi em outro vídeo, já foram mais de oito entrevistas ao talk show, entre participações no SBT e na Globo. Desta vez, Caetano foi ora simpático e ora convencido, cantou, tocou violão, fez todos rirem, rebateu umas provocações bobas do Jô... enfim, mandou bem! Caetano está certíssimo ao participar de inúmeros programas, seja para lançar seus discos novos ou simplesmente para exercitar seu lado polemista. Sua mera presença remete aos mais de 40 anos de carreira que ele tem a apresentar aos mais moleques, cada vez menos interessados pelos “clássicos”. Chico Buarque deveria levar isso mais em conta. É bobeira cair na velha discussão sobre quem é melhor, mas nesse ponto Caetano se mostra muito mais desenvolto, mesmo quando toca “Alegria, alegria” e “Sampa” meio a contragosto, a pedido de Jô. Seria tão trágico cantarolar “Carolina”, “Olé...