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"Treme" e uma visão de New Orleans após o Katrina

O papo agora é sobre séries. Com “House”, “Californication” e “Dexter” em recesso, tive a sorte de ver cair em minhas mãos (thanks, Namorada!) a primeira temporada de “Treme”. Admito que nunca ouvira falar da dita-cuja e demorei uns dias para resolver assisti-la (sempre dá uma certa preguiça...). Valeu bem a pena! A primeira temporada tem apenas dez episódios. Leio por aí que a segunda temporada já se encerrou e que há uma terceira já planejada pela HBO. A série é um drama que se passa em New Orleans, três meses depois da passagem do Katrina, em 2005. “Treme” é um bairro local, famoso pela música de primeira qualidade. Sua trama é concentrada em dez personagens da cidade, na forma como eles foram afetados pelo furacão e no modo como todos estão tentando tocar (ou reconstruir) suas vidas após a catástrofe. “Treme” tem um formato quase novelesco, um tanto quanto diferente de outras séries que acompanho ou já assisti. Seu teor político é fortíssimo, concentrado em alguns dos protagonistas...

Friends

No final de 2009, o site The Hollywood Reporter resolveu publicar uma lista com os dez programas de entretenimento mais assistidos desde 2000 na TV norte-americana. No topo da lista apareceu o episódio final de “Friends”. Lembro que vi essa notícia quando eu resolvi assistir a todas as temporadas, em sequência. No meu círculo de amizades provavelmente eu era o único que nunca havia assistido a nenhum episódio. Passados quase quatro meses, finalmente vi ontem o programa derradeiro, acompanhado em 6 de maio de 2004 por 52 milhões de pessoas. Foram dez temporadas (oito vistas com legenda em inglês - thanks, Makoto!), com 236 episódios. Sem dúvida dei boas risadas, treinei bem o idioma, devo ter decorado o tema do seriado ("I'll be there for you") etc, etc, etc... mas o que me incomoda é que, ao contrário de outras séries, fiquei com muitos "mas", "poréns" e "todavias" na cabeça – quase uma sensação de tempo perdido, especialmente depois da quin...

"Don't sto..."

Quando li o post anterior, sobre "Top Model", algo bem estúpido veio à cabeça: por que raios escrevi um texto desse tamanho se a ideia inicial era só fazer uma referência à novela? A resposta foi um clarão, um deserto, um vazio medonho. Não é a primeira vez que isso acontece, mas xapralá. No ônibus, voltando de uma entrevista, lembrei o que motivara o texto anterior. Como explicar sem parecer uma viagem daquelas bem nada a ver? Bem... revi semana passada o último episódio de "Sopranos" (no Brasil, "Família Soprano") e achei engraçado lembrar qual foi minha reação, há uns quatro meses, quando finalmente cheguei ao final da série. Queixo caído, estupefação, hipnose, um pouco de desespero, olhos arregalados, enfim... qualquer sinônimo que o valha. E o que isso tem a ver com "Top Model"? A relação instantânea aconteceu porque desde a tal novela eu não me lembrava de qualquer final de série, programa televisivo, final de campeonato ou atração midiátic...