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Educação em casa: Ziraldo dá a dica

Ziraldo deu uma entrevista à “Folha” neste domingo. Apesar de falar sobre outros assuntos (basicamente sobre o filme “Uma professora muito maluquinha”), o foco principal foi educação. Coloco abaixo o que me pareceu interessante. Em negrito vai o que achei bom demais (e ao mesmo tempo preocupante, pois o que tenho visto por aí é exatamente o contrário). Folha - O que acha da situação educacional brasileira? Ziraldo - O Brasil não tem 10% de analfabetos, tem 90%. Quem não lê jornal é analfabeto funcional, não está interessado em nada, é incapaz de se expressar pela escrita e entender o que está lendo . O pessoal está chegando ao vestibular analfabeto. E as escolas? A escola de antigamente não era risonha e franca como se diz por aí, isso é balela. A escola educava para a escola. Agora busca educar para a vida. A gente avançou. Mas há grandes equívocos. A principal prioridade, que é ensinar a ler, a escrever e a contar, foi esquecida . E os professores? O que salva é o heroísmo de alguns....

E quando ele(a) decidir o que será quando crescer?

Desde que passei a considerar seriamente a ideia de ser pai, volta-e-meia me pego preocupado com a educação do(a) futuro(a) herdeiro(a) – já escrevi sobre isso por aqui, quando escrevi sobre a dificuldade de se escolher uma escolinha para os primeiros anos de vida de uma criança. Volto ao tema, mas já pensando mais à frente, na época em que precisar dar algum tipo de "orientação vocacional" ao moleque-bom-de-bola ou à menina-linda-do-papai. Quase todos os jornalistas que conheço sempre falam que a sugestão deve caminhar para a área de exatas; alguns amigos da área de exatas sugerem profissões mais criativas. No frigir dos ovos, poucos são (ou estão) realmente satisfeitos com seus trabalhos, mas no final das contas a ideia de direcionar a profissão de um filho me parece tão ultrapassada quanto certos conceitos que ainda temos sobre a hora certa para buscar um primeiro emprego. As próximas décadas vão mostrar qual rumo o Brasil tomará, mas percebo que a maioria das pessoas de m...

E quando tiver que escolher a escolinha?

Amigos noivando. Amigos casando. Amigos morando juntos. Amigos tendo filhos. Amigos gastando com fraldas. Amigos comemorando aniversários de seus filhos. Filhos de amigos crescendo. Esse cenário atualmente é real. Há alguns anos, era completamente improvável em minha vida. Hoje, vejo de forma diferente, mas alguns temores ainda permanecem. O maior deles está no título deste post. Há alguns anos, quando o filho de um amigo bem chegado estava com uns quatro anos, ele me relatou algo à primeira vista engraçado, mas cuja verdade não tem graça nenhuma. Durante a festa junina da escolinha, tocava em alto e bom som uma música cujo refrão é “Beber, cair, levantar”. Pior do que isso: a maioria das crianças cantava junto, estimulada pelos professores. Há menos tempo, outra amiga, professora de um colégio bem caro (coisa de quase R$ 1.500 por mês), me descrevia o nível lamentável de suas colegas, responsáveis pela educação de crianças de quatro a seis anos. Profissionais completamente alienadas, ...