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Copa de 2014: sem exageros ou vexame

Atrasou o ônibus? Pode ter certeza: alguém no ponto vai comentar algo como "e ainda queremos organizar a Copa?". Metrô parou? Faça uma contagem regressiva: em menos de dez segundos haverá um cidadão para dizer que "desse jeito vamos passar vergonha na Copa". Estou longe de apoiar efusivamente a organização do Mundial por aqui, ainda mais com a série de exigências da Fifa, mas esse papo de utilizar o evento como pretexto para reclamar de tudo o que há de errado no Brasil tem me deixado puto. Para minha satisfação, leio na coluna de Tostão, hoje, na "Folha", um ponto de vista que  considero ideal, com comparações realistas, expectativas possíveis e críticas na medida correta (como no caso do incentivo público à construção de estádios privados). Segue abaixo o texto: A Copa da Fifa As perguntas que mais escuto são se o Brasil vai ganhar e se vai organizar uma ótima Copa do Mundo. Imagino que os estádios estarão prontos, que serão confortáveis, bonito...

A impotência do gênio

Tostão, em sua coluna deste domingo, fala praticamente tudo o que penso sobre Messi. Entre suas frases certeiras, diz que "só podemos definir a importância de um grande craque no final de sua carreira" e que o argentino, por sua personalidade serena, nunca "será um bom personagem para os biógrafos". O ex-craque só comete um erro em seu texto, ao dizer que Messi nunca fará um gol de mão. Um pequeno texto aqui em "Já reparou?", há quatro anos, relembra esse fato. Abaixo o texto: A impotência do gênio Quase no fim do jogo, no empate por 0 a 0 entre Argentina e Colômbia, torcedores começaram a gritar o nome de Maradona. Como a maioria não deve ter saudades do confuso técnico, deduzo que parte dos gritos era para cutucar Messi e dizer que ele nunca será um Maradona. As câmeras de televisão mostraram, em detalhes, Messi profundamente abatido, encobrindo o rosto com as mãos, impotente. Parecia querer chorar e pedir perdão aos torcedores. Se Lavezzi tivesse feito...