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A geração "joão bobo" do futebol

Nas últimas semanas, diversos jogadores do futebol brasileiro deram a contribuição que faltava para ratificar a falta de personalidade da atual geração de boleiros. Já reparou quantos deles comemoraram gols ao estilo "joão bobo", a pedido da Globo? Que coisa patética! A Globo até rebatizou o simpático boneco, chamando-o agora de "João Sorrisão". Cada um faz o que quer da vida, mas que falta fazem caras de mais personalidade no futebol. E isso obviamente não se limita apenas às comemorações. Poucas coisas são mais chatas do que acompanhar as entrevistas de 90% dos boleiros. Orientada por seus assessores, a atual geração é incapaz de fugir das respostas óbvias, mesmo quando as perguntas não são tão toscas. Ronaldinho Gaúcho é o sujeito que personifica a retidão diante do microfone. Ao se aposentar, deveria até virar media training, tamanha sua capacidade de dar respostas protocolares, mesmo quando o mundo está caindo ao seu redor. Lucas, do São Paulo, e até mesmo o ...

Caetano foi ao Jô

Minha irmã deu um toque (ela acompanhou a gravação) e só na manhã seguinte fui conferir: Caetano Veloso foi ao Programa do Jô nesta terça-feira (2). Pelo que vi em outro vídeo, já foram mais de oito entrevistas ao talk show, entre participações no SBT e na Globo. Desta vez, Caetano foi ora simpático e ora convencido, cantou, tocou violão, fez todos rirem, rebateu umas provocações bobas do Jô... enfim, mandou bem! Caetano está certíssimo ao participar de inúmeros programas, seja para lançar seus discos novos ou simplesmente para exercitar seu lado polemista. Sua mera presença remete aos mais de 40 anos de carreira que ele tem a apresentar aos mais moleques, cada vez menos interessados pelos “clássicos”. Chico Buarque deveria levar isso mais em conta. É bobeira cair na velha discussão sobre quem é melhor, mas nesse ponto Caetano se mostra muito mais desenvolto, mesmo quando toca “Alegria, alegria” e “Sampa” meio a contragosto, a pedido de Jô. Seria tão trágico cantarolar “Carolina”, “Olé...

"Tudo vai passar, você vai veeeeeer"

Corria o final do ano de 1989 e toda a primeira metade de 1990. Collor havia sido eleito, o muro já havia caído, a Copa do Mundo na Itália estava chegando... mas, durante o início das noites entre segunda-feira até sábado, era impossível achar nas ruas da Vila Sônia algum amiguinho ou amiguinha pra brincar. Provavelmente era um fenômeno nacional, já que entre setembro de 89 e maio de 90 a Globo levava ao ar seis vezes por semana "Top Model", novela-símbolo da molecadinha da minha geração, ao lado de "Carrossel". Rolava uma espécie de código de ética durante aqueles meses: todos sabiam que até mesmo os fortões da rua ou do colégio assistiam à novela, mas pobre daquele que admitisse isso. "Top Model" era coisa de mulherzinha, assunto que só as meninas poderiam conversar no dia seguinte. Com "Carrossel", poucos anos depois, aconteceria algo parecido, mas com a diferença de que as travessuras de Jaime Palilo e as malvadezas de Maria Joaquina eram coi...

Momento histórico

Em 1994, o então governador do RJ, Leonel Brizola, travava mais uma de suas batalhas contra a Globo. Naquele ano, no entanto, uma decisão judicial permitiu que ele tivesse um direito de resposta contra a emissora, em pleno Jornal Nacional. O resultado está aí embaixo: