Reproduzo por aqui trechos de uma matéria bem legal publicada no caderno Fim de Semana, do “Valor Econômico”, a respeito de uma geração de artistas portugueses que, em meio à crise econômica no país, tem feito sucesso cantando músicas de protesto. Abaixo, coloquei um vídeo com a música cuja letra abre o texto. Vale mais pelo registro do fenômeno social do que pela qualidade do conjunto. Segue abaixo: Indignação à portuguesa “Sou da geração sem remuneração e nem me incomoda esta condição. Porque isto está mal e vai continuar… já é uma sorte eu poder estagiar!” Entoadas em um inconfundível sotaque lusitano, essas frases abrem a canção “Parva Que Eu Sou”, do grupo português Deolinda. Desde a primeira vez que foram cantadas em público, conquistaram os portugueses, tomados pela indignação com a crise. Em breve, poderão ser ouvidas no Brasil. Cantada pela vocalista Ana Bacalhau pela primeira vez na maior casa de shows do Porto em janeiro de 2011, época em que Portugal estava pert...
Por Fernando Damasceno