Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Brasil

Chegamos ao século 20!!

Reproduzo abaixo alguns trechos de uma entrevista bacana com Marcelo Neri, pesquisador da FGV-RJ especialista em políticas de inclusão social. Imagino que em breve a íntegra estará no site da "Carta Capital". Veja aí: - Desde o lançamento do Plano Real (1994) até dezembro de 2010, a pobreza caiu 67% no país. - A renda dos 50% mais pobres cresceu 68%, entre 2000 e 2010. A dos 10% mais ricos cresceu 10%. - A renda em São Paulo, de 2000 a 2009, cresceu 7,2%. A renda do Nordeste cresceu 42%. No campo a renda cresceu 49% e nas metrópoles, 21%. Entre as mulheres aumentou 38% e entre os homens, 16%. Para os negros 43%, ante 21% para os brancos. - Ou seja, para todo mundo que é pobre cresceu a renda. O que é difícil para nós que não estamos na base percebermos. A gente olha e fala: a renda desse cara era de 300 reais, agora é de 500, mas o que mudou? Para o cara é uma revolução. - Quem era classe média tradicional, perdeu [...] A classe média tradicional não entrou na festa. - Não te...

Alguns dados que fizeram da Espanha uma potência no tênis

Quem pratica ou curte ver pela TV umas partidas de tênis deve ter tomado conhecimento, no segundo semestre de 2011, da parceria que a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e o Ministério do Esporte firmaram com o técnico Larri Passos e Guga Kuerten, pensando na formação de atletas para as Olimpíadas de 2016. Parece algo bacana, que pode ou não dar frutos. Inicialmente, 15 atletas promissores (entre homens e mulheres) foram selecionados para usufruir do convênio, que envolve cifras da ordem de R$ 2 milhões. À época do lançamento, ouvi que o projeto tem como inspiração a estratégia adotada pela Espanha nos anos 80, quando Barcelona foi escolhida para abrir os Jogos de 1992. Somente agora, com algum atraso, me deparei com alguns números e fatos que explicam o sucesso de Nadal e seus compatriotas. Vamos a eles, a partir de um texto formulado pelo ótimo blogueiro José Nilton Dalcim : - Nos últimos 20 anos, o tênis espanhol produziu um número 1 do mundo a cada cinco anos: Arancha Sánchez Vi...

Chico fala sobre racismo: "O brasileiro não aceita o fato de ser mestiço"

O vídeo abaixo não é novo – se não me engano é de 2006 – e faz parte daquela coleção de 12 DVDs sobre a obra do Chico. Quando vi a fala aqui selecionada, me lembro que fiquei falando sobre esse depoimento por umas duas semanas, quase monotemático. O assunto é racismo e a hipocrisia do brasileiro em relação a isso. Chico, como se tornou praxe em seus depoimentos para documentários, mescla sensatez com um bocado de bom humor. Ironiza os brasileiros que se acham "brancos", relata o mal-estar sofrido por sua família depois que uma de suas famílias se casou com Carlinhos Brown e define como hipócritas aqueles que não veem racismo em nossa sociedade. Em resumo, daqueles vídeos que valem a pena rever de tempos em tempos (se possível, assista aos 12 DVDs - vale BEM a pena!).

Sobre divórcio, aborto, retrocessos e desenvolvimento

“Dos 133 países membros da ONU em 1977, o Brasil integrava o pequeno grupo dos seis que ainda não haviam adotado a lei do divórcio; os outros cinco países – todos católicos – eram: Paraguai, Chile, Argentina, Espanha e Irlanda. E segundo dados apresentados pelos membros da Campanha Nacional Pró-Divórcio existiriam naquela época no Brasil cerca de 12 milhões de pessoas, entre desquitadas e simplesmente separadas, à espera de solução para seu problema”. “O divórcio é o capricho dos instintos insaciáveis”. “O brasileiro que está a favor do divórcio é um Silvério dos Reis, um traidor, porque a estabilidade da Pátria é a estabilidade da família”. “O homem não tem o direito de separar o que Deus uniu”. “Uma lei subversiva em relação à ordem natural, extremamente prejudicial ao homem e à sua convivência social”. Todos os trechos acima foram retirados do livro “Eu não sou cachorro, não”, do historiador e jornalista Paulo César Araújo – o mesmo que fez a biografia que Roberto Carlos c...

A Copa de 2010 e a segunda libertação dos sul-africanos

A escolha da África do Sul como sede para a Copa do Mundo de 2010 remete a uma rápida observação a um passado já distante — mais especificamente à década de 1970. Corria o período entre os mundiais do México, em 1970, e o da Alemanha, em 1974, época em que o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), o brasileiro João Havelange, articulava sua candidatura à presidência da Fifa. Havelange seria eleito em 1974 e só deixaria o cargo em 1998, depois de organizar seis mundiais. O principal trunfo dessa vitória seria devidamente reconhecido ao longo de seu mandato: a valorização de países que até os anos 1970 eram relegados a meros coadjuvantes do futebol mundial, como aqueles reunidos em torno das federações da Oceania, da Ásia e, principalmente, da África. A primeira das retribuições de Havelange a essas nações periféricas se deu na Copa de 1982, na Espanha, quando o número de seleções participantes foi aumentado de 16 para 24 — permitindo, assim, que africanos, asiát...

Fala o presidente do Ipea, Marcio Pochmann

Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e, na minha modesta opinião, trata-se do cara cujas análises sobre o Brasil e o mundo mais merecem atenção já há algum tempo. Fui começar a acompanhar seus artigos após uma aula em 2005, na Escola de Governo. O que ele pensa sobre a educação no Brasil, em especial, me faz pensar bastante ultimamente. Reproduzo abaixo alguns trechos de uma entrevista recente publicada na "Caros Amigos": "Ocorre que a educação de hoje não transforma as pessoas. Não está transformando. A educação conforma as pessoas para o mercado de trabalho. Não é uma educação para a vida. A educação que nós vamos precisar daqui para frente é educação para a vida, isso significa inverter a educação do jeito que ela é agora. O princípio da educação é a do especialista. Todo mundo quer ser especialista. Você vai ao hospital e tem lá o especialista em dedo direito, em dedo esquerdo. Tem o advogado especialista em uma área, outro ...