Em tempos nos quais o governador do Rio de Janeiro cria um código de conduta para se colocar na linha, sinto-me na liberdade de digitar uns milhares de caracteres com a pretensão (quanta ingenuidade!) de pôr alguns freios nos dedos inconsequentes que se espalham pela internet afora. Ruy Castro comentou esta semana que só com a popularização da internet Chico Buarque foi perceber que está longe de ser uma unanimidade, por conta dos comentários feitos nas redes sociais e nos rodapés de algumas reportagens a seu respeito. É claro que Chico fala isso em tom jocoso; da mesma forma, qualquer um que já discutiu música, política ou literatura nos botecos da vida sabe que o estilo do “feioso” está longe de agradar a todos – em algumas rodinhas eu diria que seus fãs já se tornaram minoria, mas isso é prosa pra outro texto. O que me chama a atenção nos que dizem “odiar o filho da puta e idiota do Chico”, nos que querem que “Chávez tenha câncer até na cabeça do pinto” ou naqueles que festejaram a ...