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Os novos super-heróis

Reproduzo por aqui um texto bacana, publicado originalmente no "Financial Times" e republicado no Brasil pelo caderno de fim de semana do "Valor Econômico". É uma boa análise do potencial dos atuais jogadores de futebol, em contraposição ao que fizeram alguns dos grandes craques da história. Os novos super-heróis Outra noite, estava parado do lado de fora do túnel de acesso dos jogadores ao campo, antes de um jogo do Paris Saint-Germain, quando Zlatan Ibrahimovic passou por mim. Foi intimidante. De perto, o atacante sueco parecia um super-herói: 1,95 metro de altura, um peitoral do tamanho do de Pamela Anderson e o resplendor de alguém que fez seus exercícios, teve alimentação saudável e dormiu a sesta todos os dias durante anos. Os grandes jogadores de hoje têm uma forma incomparavelmente melhor que a de seus antecessores. A perfeição, entretanto, vai além da parte física. Estes são os melhores tempos em toda a história do futebol para se ser uma estrela. ...

A impotência do gênio

Tostão, em sua coluna deste domingo, fala praticamente tudo o que penso sobre Messi. Entre suas frases certeiras, diz que "só podemos definir a importância de um grande craque no final de sua carreira" e que o argentino, por sua personalidade serena, nunca "será um bom personagem para os biógrafos". O ex-craque só comete um erro em seu texto, ao dizer que Messi nunca fará um gol de mão. Um pequeno texto aqui em "Já reparou?", há quatro anos, relembra esse fato. Abaixo o texto: A impotência do gênio Quase no fim do jogo, no empate por 0 a 0 entre Argentina e Colômbia, torcedores começaram a gritar o nome de Maradona. Como a maioria não deve ter saudades do confuso técnico, deduzo que parte dos gritos era para cutucar Messi e dizer que ele nunca será um Maradona. As câmeras de televisão mostraram, em detalhes, Messi profundamente abatido, encobrindo o rosto com as mãos, impotente. Parecia querer chorar e pedir perdão aos torcedores. Se Lavezzi tivesse feito...

A foto, o vídeo e o gol

Pra quem ainda não viu o gol de Messi com a mão (novamente tal qual Maradona), aí vão o vídeo (não tão claro) e a foto que comprova a malandragem do atacante do Barcelona. Coincidências impressionantes: além de ter repetido por duas vezes dois gestos históricos de Maradona, Messi o fez contra o Getafe nas duas ocasiões – a primeira em 18 de abril, a segunda no último sábado, 9 de junho. No final, o Barça vacilou feio (o jogo terminou 2 a 2) e perdeu a chance de ficar a um empate do título espanhol. O campeão só será definido na última rodada e Sevilha e Real Madrid seguem na disputa.