Certo dia, no Canadá, conversando com o camarada inglês Tom Walton, ele tirou um sarro dos jogadores brasileiros de futebol. Dizia o torcedor do Manchester United (isso merece outro texto...), em tom jocoso, que nossos atletas provavelmente não tinham pai ou mãe, pois a maioria sempre se apresentava apenas com o primeiro nome ou algum apelido.
À época, tentei explicar ao gringo a tradição de apelidos existente no Brasil. Mas de certa forma ele tem razão. Se pensarmos em exemplos históricos, vêm à mente Pelé, Zico, Garrincha, Cafu, Dunga. Mas não se pode ignorar também Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Mario Jorge Lobo Zagallo, Roberto Rivellino e por aí vai.
Esse papo me veio à cabeça hoje ao folhear o álbum de figurinhas da Copa do Mundo deste ano. Quase todas as seleções têm jogadores com nome e sobrenome, tais como Diego Lugano, Iker Casillas, Milivoje Novakovic e por aí vai... No Brasil, como sempre, há apelidos (como Kaká) ou homens cujos sobrenomes só são conhecidos porque a editora do álbum acrescentou uma linha com seus nomes completos – Lúcio, Juan, Júlio César, Maicon e Luis Fabiano são alguns exemplos.
Alguém mais radical já chamou os jogadores brasileiros de "bastardos", sem dar nenhum tom de pilhéria, de um jeito ofensivo mesmo. Aí já é demais. Mas seria bom pelo menos que cultivássemos o bom hábito de expor com orgulho o sobrenome que carregamos.
À época, tentei explicar ao gringo a tradição de apelidos existente no Brasil. Mas de certa forma ele tem razão. Se pensarmos em exemplos históricos, vêm à mente Pelé, Zico, Garrincha, Cafu, Dunga. Mas não se pode ignorar também Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Mario Jorge Lobo Zagallo, Roberto Rivellino e por aí vai.
Esse papo me veio à cabeça hoje ao folhear o álbum de figurinhas da Copa do Mundo deste ano. Quase todas as seleções têm jogadores com nome e sobrenome, tais como Diego Lugano, Iker Casillas, Milivoje Novakovic e por aí vai... No Brasil, como sempre, há apelidos (como Kaká) ou homens cujos sobrenomes só são conhecidos porque a editora do álbum acrescentou uma linha com seus nomes completos – Lúcio, Juan, Júlio César, Maicon e Luis Fabiano são alguns exemplos.
Alguém mais radical já chamou os jogadores brasileiros de "bastardos", sem dar nenhum tom de pilhéria, de um jeito ofensivo mesmo. Aí já é demais. Mas seria bom pelo menos que cultivássemos o bom hábito de expor com orgulho o sobrenome que carregamos.
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