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Mostrando postagens com o rótulo jornalismo

A bomba-relógio do jornalismo

Esta semana tem bombado uma discussão sobre a desgraça que se tornou, para a maioria dos profissionais de jornalismo, seu cotidiano de trabalho. Abaixo, reproduzo um texto que demonstra de forma muito consistente por que há muitos motivos para preocuação. Destaco alguns pontos: - Os profissionais são cada vez mais jovens; - As faculdades tradicionais são cada vez menos procuradas - a formação, portanto, tem sido pior; - Profissionais cada vez mais subservientes e temerosos pela perda do emprego; - Uma absurda informalidade nas relações trabalhistas; - A desvalorização dos profissionais, em comparação a outros ramos de atividade com formação superior. De fato, tem sido cada vez mais raro achar alguém com mais de 50 anos que exerça exclusivamente a profissão de jornalista. Poucos são os que aguentam o tranco de décadas em redações ou assessorias de imprensa. Mulheres, em especial, se veem diante do dilema de ter filhos e colocar em risco sua ascensão profissional, em um mercado em que d...

A melhor leitura da chamada “grande mídia”

Não me agrada fazer propaganda de nada relacionado à chamada “grande mídia”, mas devo abrir uma exceção para o caderno de fim de semana, do “Valor Econômico”, publicado sempre às sextas-feiras. Em formato tabloide, o caderno propõe reportagens, resenhas e entrevistas sobre temas variados, a partir de textos muito bem editados, claramente sem a correria típica e a limitação de espaço impostos pelo jornalismo diário. Apesar de ser uma publicação pertencente aos grupos Folha e Globo, o “Valor Econômico” e seu caderno de fim de semana conseguem fugir do conservadorismo por muitas vezes bobo dos carros-chefe das duas empresas. E, principalmente, suas páginas muito raramente se prestam ao papel de porta-voz da oposição no Brasil, evitando o exercício manjado de transformar qualquer pauta polêmica em oportunidade de atacar o governo federal. Voltando apenas ao conteúdo do caderno dos finais de semana, me recordo, nas últimas edições, de boas entrevistas com Contardo Calligaris e Gustavo Fra...

Desabafo de uma bancária à Rede Globo

Publico aqui uma carta interessante da bancária Teresa Roberta Soares ao diretor de jornalismo da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, por conta da parcialidade da cobertura da emissora ao noticiar a greve dos bancários por todo o país. Acho alguns argumentos dela um pouco rasos, mas no geral trata-se de um texto muito bacana, que contrapõe a realidade dos bancários aos lucros exorbitantes que seus patrões têm a cada ano - além de como essa relação se reflete no atendimento que recebemos nas agências pelo Brasil afora. Segue abaixo a carta, com alguns negritos colocados por mim: Carta à Direção Globo de Jornalismo Sr. Carlos Henrique Schroder, É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil. Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve. Todos os dias suas reportag...