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Atraso

CTRL C + CTRL V de um texto da Folha deste domingo, assinado por Marcelo Leite: Criacionismo no Mackenzie O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade. Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista. Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único). O fato de o DNA ser a molécula da hereditar...

Outra música - de novo

Ainda para aaquela série de músicas do CD em inglês do Renato Russo, fui atrás de versões no Youtube para "If tomorrow never comes", composta pelo Garth Brooks. Fiquei impressionado com a quantidade de versões que apareceram, em especial de anônimos que pegam o violão, se colocam em frente a uma câmera e depois se deixam ver pelo mundo afora. Abaixo, um desses caras, que assina simplesmente como "gmhoward":

Ah, a graça feminina...

Tenho procurado evitar falar de futebol por aqui, pois tenho concentrado minha soberba são-paulina em conversas nas quais posso colocar em prática sorrisos sarcásticos e manifestações de inalcançável superioridade. Mas abrirei uma exceção: o motivo é nobre e não tem nada a ver com o hexa. Eu já havia visto a charmosa Leah em ação. Trata-se de uma promissora lateral-esquerda do futebol feminino brasileiro que ficou em evidência por seu modo nada convencional de cobrar arremessos de lateral. Se não me engano, a Globo já havia feito uma reportagem com a moçoila. E não é que há alguns dias, durante o Mundial Sub-20, nossa seleção marcou um gol após uma dessas cobranças esquisitas, ao estilo Daiane dos Santos? Melhor do que qualquer descrição é ver o lance. E rever, rever, rever...

Ingênuo, romântico ou simplesmente vacilão?

História ouvida agora há pouco, no trabalho. O protagonista é amigo do marido do cunhado do vizinho do primo do tio do pai da cunhada da sogra... O Fulano da história, sujeito de classe média alta, chama para sair uma moça na qual está interessadíssimo. Para impressioná-la, decide jantar com a dita-cuja num puta restaurante. À mesa, ele repara que os pratos custam em torno de R$ 600,00 (sim, você leu direito!) Tudo bem, para tais gastos ele estava preparado. O rapaz pede então a carta de vinhos. E ai começam pra valer os problemas... Segundo o moço, em restaurantes desse quilate a carta de vinhos não possui os preços de cada garrafa. Minimamente precavido, Fulano resolve fugir dos Romanée-Conti, conhecidos pelo preço na casa dos milhares de dólares a garrafa. Doce ilusão... Jantar gostoso, bebida maravilhosa, planos diversos para o resto da noite... tudo perfeito até vir a conta. Assustado, o cavalheiro chama o garçom e diz que há algo errado, condição negada pelo funcionário. Ele, ent...

Então, tá!

A Folha de S.Paulo publicou neste domingo um caderno especial sobre racismo no Brasil. Em sua última página, foi publicada uma pesquisa na qual os entrevistados atribuíram a 11 personalides brasileiras determinada cor de pele, entre as opções branca, parda e preta. Entre as 11 figuras públicas, dois políticos: Fernando Henrique e Lula. Ambos, na minha modesta opinião, pardos. Mas não para 70% dos brasileiros ouvidos, que consideram FHC branco, contra 45% que vêem no atual presidente a mesma cor. FHC, aquele que disse certa vez "mulatinho", por "ter um pé na cozinha", é visto por 17% como pardo, contra 42% que vêem Lula dessa forma. O antropólogo Antônio Risério, ouvido pela reportagem, tem uma possível resposta para os números: "FHC apareceu como mais branco do que o Lula. Mas o FHC é branco? Ele é um mulato. Se as pessoas não soubessem que se tratava de FHC, provavelmente, julgando apenas pela cor da pele, diriam que se tratava de um mulato. Mas como é o FHC, ...

Outra música

Desta vez, uma do Dylan, ainda seguindo a lista das músicas gravadas pelo Renato Russo: "If you see her, say hello". Na gravação do então vocalista da Legião, todos os artigos e pronomes femininos foram trocados por masculinos - a começar pelo "her" do título - por questões já conhecidas. Em comum, além de belas canções, as faixas escolhidas para o disco do Renato Russo também têm em comum belas letras. Vale a pena uma googlada rápida pra conferir.

Uma música

Depois de muito tempo, ontem me peguei ouvindo o "Stonewall Celebration Concert", disco de 1994 do Renato Russo, só com canções em inglês. Sempre gostei de suas interpretações das 21 músicas (que vão de Madonna a Dylan, de Irving Berlin a Bernstein e Quincy Jones), mas só agora fui me dar conta de que, entre as interpretações originais ou mais famosas, ouvi pouquíssimas. Conforme for fazendo isso, irei colocando as mais bacanas por aqui. Pra começar, escolhi "I get along without you very well", de Hoagy Carmichael, já gravada por gargantas do quilate de Billie Holiday. A interpretação abaixo é de Ninna Simone: